Danos ao ácido desoxiribonucleico - DNA e sua influência na produção de etanol em linhagens industriais de Saccharomyces cerevisiae em relação a ciclos fermentativos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/rbn.v19i2.74455

Palavras-chave:

Ácido desoxirribonucleico, metabólitos, Saccharomyces cerevisiae

Resumo

Em processos industriais, cepas de Saccharomyces cerevisiae mais robustas e tolerantes são necessárias, pois condições de estresse podem afetar esses microrganismos e causar alterações celulares. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito genético e fisiológico dos ciclos fermentativos em linhagens industriais de S. cerevisiae. Um pré-inóculo foi realizado inoculando 0,10 g das leveduras Pedra-2, FT858 e Fleischmann em meio líquido YPD 2% e incubadas a 30 °C por 10 horas a 250 rpm. As células foram recuperadas e a biomassa obtida foi inoculada em caldo de cana com 22 °Brix a uma temperatura de 30 °C a 250 rpm por 10 horas, sendo realizada a reciclagem das células. Alíquotas foram retiradas a cada ciclo para análise de genotoxicidade pelo teste do cometa e estresse fisiológico pela quantificação de etanol. A levedura Fleischmann mostrou menor tolerância ao ciclo fermentativo, apresentando maior dano ao ácido desoxirribonucleico (DNA). A produtividade em etanol da linhagem Fleischman, no primeiro ciclo fermentativo, foi semelhante às leveduras Pedra-2 e FT858. No entanto, durante os ciclos, houve redução no conteúdo desse metabólito.

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Biografia do Autor

  • Maria do Socorro Mascarenhas, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, maria_mascarenhas@outlook.com

    Graduação em Tecnologia em Gestão Ambiental pela Universidade Católica Dom Bosco - Campo Grande (2012), graduação de Tecnologia em Produção Sucroalcooleira pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - Unidade Glória de Dourados (2015); Mestrado em Recursos Naturais pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - Unidade Dourados (2018). Especialização em Biotecnologia pela Universidade Católica Dom Bosco - Campo Grande (2018). Atua nas áreas de Biotecnologia, Processos Agroindustriais, Recursos Naturais, com desenvolvimento de pesquisas nos temas: produção etanol, microbiologia industrial, biomassas e bioenergia, produção de metabólitos por leveduras, processos fermentativos, fisiologia de leveduras, gestão de resíduos sólidos urbanos e agroindustriais.

  • Larissa Pires Mueller, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, laripiresmueller@gmail.com

    Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá (2017) e mestrado em Recursos Naturais pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (2020). Atualmente é Doutoranda em Ciências da Saúde na Universidade Federal da Grande Dourados, onde desenvolve ensaios de Toxicidade, Genotoxicidade e Mutagenicidade de plantas medicinais.

  • Margareth Batistote, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, margarethbatistote@gmail.com

    Graduação em Biologia pela Universidade Católica Dom Bosco (1988). Mestrado em Microbiologia pela Universidade Estadual de Londrina (1998). Doutorado (2006) e Pós-Doutorado (2007) em Biotecnologia, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Instituto de Química. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Protozoários, bactérias e leveduras atuando principalmente nos seguintes temas: tripanosomatideos caracterização fisiológica, leveduras, fonte de carbono, fonte de nitrogênio, metabolismo e processos fermentativos.

  • Claudia Andrea Lima Cardoso, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil, claudia@uems.br

    Técnica em Química Industrial pela UTFPel, Licenciada em Química pela UFMS, Mestrado e Doutorado em Química pelo Instituto de Química de Araraquara ? UNESP. Docente da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, atuando em cursos de graduação e no programa de pós-graduação stricto sensu em Recursos Naturais. Também atua como docente nos programas de Mestrado em Química da UFGD e no Doutorado em Química da UFG-UEG-UFGD. Experiência nas áreas de Química, Tecnologia, Biotecnologia e Ciências da Saúde, com ênfase em técnicas cromatográficas e espectroscópicas aplicadas à análise de amostras de origens vegetal, animal e ambiental e em avaliação de potencialidades biológicas visando o desenvolvimento de produtos. Tem desenvolvido estudos em várias áreas, mas a maioria com foco em plantas medicinais e alimentícias com destaque para as ações fotoprotetora, anestésica, anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana e antitumoral, além de análises químicas, biológicas e toxicológicas in vivo e in vitro em produtos oriundos de amostras de origens vegetal e animal. Exerceu, também, a função de Diretora Científica da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento, Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (FUNDECT-MS) e membro do Conselho Superior da FUNDECT-MS. Foi coordenadora adjunta do curso de Química e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais ambos da UEMS. Presidente Adjunta de Programas Acadêmicos da Câmara III (Engenharia, Tecnologia e Gestão) da Área Interdisciplinar da CAPES. É revisora em manuscritos de periódicos internacionais e nacionais, membro de conselho editorial e consultora ad hoc em agências de fomento. Entre 2019-2021 seis estudos realizados sob sua orientação foram premiados em eventos científicos. Recebeu em 2021 o prêmio de 1º lugar na categoria Pesquisador Destaque ? Ciências Exatas da FUNDECT-MS.

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Publicado

17-12-2022

Como Citar

MASCARENHAS, M. DO S. et al. Danos ao ácido desoxiribonucleico - DNA e sua influência na produção de etanol em linhagens industriais de Saccharomyces cerevisiae em relação a ciclos fermentativos. Revista de Biologia Neotropical / Journal of Neotropical Biology, v. 19, n. 2, p. 69–77, 17 dez.2022.

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