Desigualdade socioespacial urbano-rural, sujeito e mineração na América Latina
DOI:
https://doi.org/10.5216/ag.v18i2.77358Resumen
Prevalece uma estreita relação entre a dramática existência urbano-rural dos povos indígenas e os conflitos inerentes à mineração latino-americana. Por isso, aprofunda-se a noção de situação espacial duradoura, analisando os impactos sociais da mineração na América Latina. Metodologicamente, são adotados dois procedimentos: i) explicação do processo de interação sujeito«território«querer-viver (referencial teórico decolonial latino-americano e existencialista sartreano) e ii) desenvolvimento de uma cartografia das condições sociais urbano-rurais nos países latino-americanos, que promovem uma situação trágica mineira (dados da CEPAL e teoria social crítica da modernidade/colonialidade). A pesquisa totaliza a história e a lógica extrativista genocida latino-americana, que aniquila vidas, enquanto ativa mecanismos de duração do sujeito situado ao longo dos séculos, apresentando a tese da dupla dialética: sujeito«território«querer-viver e sujeito«mundo« quero viver.
Palavras-chave: situação espacial duradoura. indígenas. afrodescendentes. urbano-rural. decolonialidade.
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