Os saberes das águas: interculturalidade e sócio-hidrodiversidade no Cerrado brasileiro

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DOI:

https://doi.org/10.5216/sec.v24.67334

Resumo

Neste artigo, abordaremos a sócio-hidrodiversidade de povos indígenas e tradicionais da bacia Tocantins-Araguaia com o duplo objetivo de reconhecer seus saberes sobre as águas e contrapor estas percepções ao desenvolvimentismo do modelo agroexportador e  mega-hidráulico dominante. Partindo de uma perspectiva pós-colonial, realizamos a escuta a partir de atores situados na região da Chapada dos Veadeiros, no Nordeste goiano, tendo entrevistas semiestruturadas, observação direta e participante como estratégias metodológicas. Exploramos os saberes de sujeitos provenientes dos quilombos do Moinho (Alto Paraíso de Goiás), Capela (Cavalcante) e do município de Colinas do Sul, bem como as cosmovisões dos avá-canoeiros. Como resultados, sublinhamos a importância do diálogo interepistêmico e intercultural para a ressignificação das águas do Cerrado brasileiro em favor de seu uso mais sustentável, o que pode trazer novas respostas aos dilemas civilizatórios que nos expõem a variadas crises. 

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Biografia do Autor

  • Carla Ladeira Pimentel Águas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil

    Doutora em Sociologia pelo Programa de Doutoramento em Pós-Colonialismos e Cidadania Global do Centro de Estudos Sociais/Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Portugal. Atualmente realiza pós-doutorado pela Universidade Estadual de Campinas.

  • Cristhian Teófilo da Silva, Universidade de Brasília

    Professor do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília. Doutor e Mestre em Antropologia pela Universidade de Brasília.

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Publicado

2021-10-30

Edição

Seção

Artigos Livres

Como Citar

LADEIRA PIMENTEL ÁGUAS, C.; TEÓFILO DA SILVA, C. Os saberes das águas: interculturalidade e sócio-hidrodiversidade no Cerrado brasileiro. Sociedade e Cultura, v. 24, 30 out.2021.