Capital cultural, capital social e origem familiar na trajetória acadêmica de mulheres cientistas

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DOI:

https://doi.org/10.5216/sec.v28.83089

Resumo

Analisamos como a origem socioeconômica e familiar impacta a educação formal de mulheres,  considerando os capitais cultural, social e econômico como fatores que facilitam ou dificultam a inserção e o percurso no contexto científico, mitigando ou agravando o sexismo. Os dados, oriundos de entrevistas com dezessete professoras da UFMG, em geral confirmam achados da literatura: aquelas provenientes de famílias com altos níveis de capital não enfrentaram obstáculos materiais significativos ao longo da trajetória educacional. Buscamos, entretanto, evidenciar como certos valores ditos progressistas, oriundos do núcleo familiar dessas mulheres, configuraram formas de capital cultural importantes no percurso educacional, tais como: i) estímulo à curiosidade; ii) valorização da educação formal; iii) subversão de estigmas associados à origem de classe, à cor e ao gênero.

Palavras-chave: gênero; desigualdades socioeducacionais; família; cientistas; capital cultural.

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Biografia do Autor

  • Marcel de Almeida Freitas, Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Divinópolis, Minas Gerais, Brasil, marcel.freitas@uemg.br

    Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais. Cientista Social, com doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais.

  • Gabriel Salgado Ribeiro de Sá, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, gabriel.salgado@estudante.ufjf.br

    Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

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Publicado

2025-12-19

Edição

Seção

Artigos Livres

Como Citar

DE ALMEIDA FREITAS, M.; DE SÁ, G. S. R. Capital cultural, capital social e origem familiar na trajetória acadêmica de mulheres cientistas. Sociedade e Cultura, v. 28, 19 dez.2025.