Vivências dos familiares ao cuidar de um ente esquizofrênico: um enfoque fenomenológico

Autores

  • Catarina Aparecida Sales Universidade Estadual de Maringá image/svg+xml
  • Patrícia Aparecida Pedro Schuhli Universidade Paranaense image/svg+xml
  • Elionésia Marta dos Santos Hospital Universitário do Oeste do Paraná
  • Maria Angélica Pagliarini Waidman Universidade Estadual de Maringá image/svg+xml
  • Sonia Silva Marcon niversidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.5216/ree.v12i3.6457

Palavras-chave:

Enfermagem Psiquiátrica, Prática de família, Esquizofrenia, Saúde mental.

Resumo

doi: 10.5216/ree.v12i3.6457

A atual política brasileira de saúde mental baseia-se nos referenciais basaglianos, que indicam retorno e permanência da pessoa com transtorno mental a seu meio social, o que significa próximo à família e à comunidade. Assim, a família torna-se o ponto principal para a efetivação das atuais propostas da Reforma Psiquiátrica. Este estudo buscou a compreensão da experiência dos familiares ao cuidarem de um familiar esquizofrênico. Para isto, elegemos uma pesquisa de caráter qualitativo, à luz da fenomenologia existencial de Martin Heidegger. O estudo foi realizado nos meses de outubro e novembro de 2008, com seis familiares que tinham um membro portador de esquizofrenia em seu lar. Dos discursos emergiram as seguintes temáticas: Vivenciando o preconceito ao Ser esquizofrênico; Compreendendo a facticidade existencial do outro; Aprendendo a conviver com o ente esquizofrênico; Experienciando vicissitudes pelos conflitos familiares. Essas temáticas revelam o cotidiano destes seres, enredado em angústias, incertezas, cansaço e desânimo, sentimentos associados a uma busca incessante por ressignificar sua existência. Assim, acreditamos ser necessária a implementação de programas de capacitação e educação permanente dos profissionais da saúde, de forma que estes possam proporcionar ao doente e à sua família melhores condições físicas e emocionais para enfrentar as dificuldades da doença.

Descritores: Enfermagem Psiquiátrica; Prática de família; Esquizofrenia; Saúde mental.

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Biografia do Autor

  • Catarina Aparecida Sales, Universidade Estadual de Maringá
    Enfermeira. Doutora em Enfermagem na Saúde do Adulto. Professor Assistente, Departamento de Enfermagem (DEN), Universidade Estadual de Maringá (UEM). Maringá, PR, Brasil. E-mail: casales@uem.br.
  • Patrícia Aparecida Pedro Schuhli, Universidade Paranaense

    Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Docente, Universidade Paranaense, campus Cascavel. Cascavel, PR, Brasil. E-mail: paty1@hotmail.com.

  • Elionésia Marta dos Santos, Hospital Universitário do Oeste do Paraná
    Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Enfermeira do Hospital Universitário do Oeste do Paraná. Cascavel, PR, Brasil. E-mail: nesiaenfer@hotmail.com.
  • Maria Angélica Pagliarini Waidman, Universidade Estadual de Maringá
    Enfermeira. Doutora em Enfermagem na Saúde do Adulto. Professor, DEN, UEM. Maringá, PR, Brasil. E-mail: angelicawaidman@hotmail.com.
  • Sonia Silva Marcon, niversidade Estadual de Maringá
    Enfermeira. Doutora em Filosofia da Enfermagem. Professor Associado B, DEN, UEM. Maringá, PR, Brasil. E-mail: soniasilva.marcon@gmail.com.

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Publicado

30/09/2010

Edição

Seção

Artigo Original