Trajetórias de mulheres negras da Educação de Jovens e Adultos no mundo do trabalho

Autores

Palavras-chave:

Interseccionalidade; Mulheres Negras; Proeja.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo discutir os efeitos do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja), na vida profissional de mulheres negras. Resultante de uma investigação qualitativa mais ampla, a análise é o recorte de quatro entrevistas com educandas do Colégio Pedro II. As mulheres negras revelaram barreiras enfrentadas ao longo da vida, durante suas trajetórias no mundo do trabalho e as mudanças em suas experiências profissionais antes, durante e após o Proeja. Os resultados obtidos, com o suporte da análise de conteúdo, revelam trajetórias marcadas pela interseccionalidade de opressões por gênero, raça, classe social e transsexualidade, além do papel do Proeja no desenvolvimento profissional das estudantes.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Aline Rocha Santana da Silva, Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, Brasil, alinerocha7490@gmail.com

    Docente efetiva (EBTT) do Colégio Pedro II e Doutora em Administração pelo PPGA - Unigranrio. Interesses de pesquisa: Educação Profissional, Ensino de Administração, Educação de Jovens e Adultos, Qualidade de vida e vulnerabilidade.

Referências

ADICHIE, Chimamanda Ngozi,. Sejamos todos feministas. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro/Polén, 2019.

ANGELOU, Maya. Eu sei por que o pássaro canta na gaiola: Autobiografia de Maya Angelou. Editora Alto Astral Ltda, 2018.

ARROYO, Miguel G. Outros Sujeitos, Outras Pedagogias. 2. ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.

ARROYO, M. G. Artigo - Paulo Freire: Outro paradigma pedagógico?. Educação em Revista, v. 35, n. 1, p. 1-20, Jan-Dez. 2019. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/0102-4698214631.

BARBOSA E. M.; MACHADO C. J. S. Gênese do Direito do Voto Feminino no

Brasil: Uma Análise Jurídica, Política e Educacional. In: Revista HISTEDBR Online, Campinas, n.45, p. 89-100, mar. 2012 - ISSN: 1676-2584. Disponível em:

http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/45/art07_45.pdf Acesso em: 15

ago. 2023.

BUTLER, Judith. Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity. Routledge, 1990.

BEAUVOIR, S. O segundo Sexo: Fatos e Mitos. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1980

BENTO, Maria Aparecida Silva. Mulher negra no mercado de trabalho. Estudos feministas, v. 3, n. 2, p. 479, 1995.

BRUSCHINI, Cristina. LOMBARDI, Maria Rosa. Mulheres e homens no mercado de trabalho brasileiro: um retrato dos anos 1990. In: MARUANI, Margareth e HIRATA, Helena. As novas fronteiras da desigualdade: homens e mulheres no mercado de trabalho. São Paulo: SENAC, 2003.

HOOKS, Bell. Intelectuais negras. Estudos Feministas, v. 3, n. 2. Portal de Periódicos UFSC, 1995. Disponível em: . Acesso em: 23 fev. 2016

CRENSHAW, Kimberlé. Demarginalizing the intersection of race and sex: A black feminist critique of antidiscrimination doctrine, feminist theory and antiracist politics. In: Feminist legal theories. Routledge, 2013. p. 23-51.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, v. 10, p. 171-188, 2002.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Boitempo Editorial, 2016.

FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva. Autonomia Literária, 2004​

FREIRE, P. Ação Cultural para a Liberdade e outros escritos. 6ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

______. Pedagogia do Oprimido. 32ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GIDDENS, A. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

GOFFMAN, Erving. The presentation of self in everyday life . Garden City: Doubleday, Anchor Books, 1959.

GONÇALVES, Marco Antônio. Um mundo feito de papel: sofrimento e estetização da vida (os diários de Carolina Maria de Jesus). Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 20, n. 42, p. 21-47, jul./dez. 2014. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104- 71832014000200002. Acesso em: 31 jul. 2023.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. São Paulo: Zahar, 1988.

HAHNER, June e. Escolas mistas, escolas normais: a coeducação e a feminização do magistério no século xix. Revista Estudos Feministas, [S.L.], v. 19, n. 2, p. 467-474, ago. 2011. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0104-026x2011000200010.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

HIRATA, Helena. Mulheres brasileiras:: relações de classe, de ⠼raça⠽ e de gênero no mundo do trabalho. Confins, [S.L.], v. 26, n. 26, p. 1-13, 19 fev. 2016. OpenEdition. http://dx.doi.org/10.4000/confins.10754.

HOOKS, Bell. Feminist theory: From margin to center. Pluto Press, 2000.

JESUS, Carolina de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. Coleção contrastes e

confrontos. São Paulo, 1960.

KNOWLES, Malcolm S.. Andragogy: adult learning theory in perspective. Community College Review, [S.L.], v. 5, n. 3, p. 9-20, jan. 1978. SAGE Publications. http://dx.doi.org/10.1177/009155217800500302.

LIMA, Francisca Vieira; WIESE, Andreia Faxina; HARACEMIV, Sonia Maria Chaves. As mulheres da EJA. Revista da Faeeba - Educação e Contemporaneidade, [S.L.], v. 30, n. 63, p. 131-150, 29 set. 2021. Revista da FAEEBA. http://dx.doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2021.v30.n63.p131-150.

LOURENÇO, Elzafran Santos Sousa; PIUNTI, Juliana Cristina Perlotti; CORDEIRO, Maria Beatriz Gameiro. REFLEXÕES A PARTIR DE ARROYO: trajetórias humanas e inumanas na eja. Eja em Debate, S.I., v. 11, n. 19, p. 55-69, dez. 2022.

LORDE, Audre. There is no hierarchy of oppressions. Bulletin: Homophobia and education, v. 14, n. 3/4, p. 9, 1983.

MARX, K.Capítulo VI: inédito de o capital. Rio de Janeiro: Centauro, 2004. 170p.

MOURA, Renan Gomes de; LOPES, Paloma de Lavor; SILVEIRA, Regina Coeli da. O papel da nova mulher nas famílias brasileiras. Cadernos Unifoa, [S.L.], v. 11, n. 32, p. 55-66, 10 dez. 2016. Fundacao Oswaldo Aranha - FOA. http://dx.doi.org/10.47385/cadunifoa.v11.n32.430.

OLIVEIRA, Carolina Guedes de; WANDERLEY, Sergio Eduardo Pinho Velho. Subalterno pode escrever! Uma contribuição decolonial e interseccional na obra de Carolina Maria de Jesus para os estudos organizacionais. Revista Eletrônica de Ciência Administrativa, [S.L.], v. 21, n. 2, p. 242-274, 1 maio 2022. IBEPES (Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Sociais). http://dx.doi.org/10.21529/recadm.2022009.

QUIRINO, Raquel. Trabalho da mulher no Brasil nos últimos 40 anos. Revista Tecnologia e Sociedade. v. 8, n.15, p. 90-102, 2012. ISSN: 1809-0044. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=496650336006

RINGGOLD, Fé. Se um ônibus falasse: a história de Rosa Parks . Simon & Schuster Books for Young Readers, 1999.

RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: Letramento, 2017.

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio, ou da educação. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

SANTOS, P.; SILVA, G. Os Sujeitos da EJA nas Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos. Educação & Realidade, Rio Grande do Sul, v. 45, n. 2, p. 1- 21, jun. 2020. http://dx.doi.org/10.1590/2175-623696660

SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classe: mito e realidade. Rio de Janeiro: Vozes, 1976.

SENNETT, Richard (2004) A corrosão do caráter – conseqüências pessoais do trabalho no novo capitalismo. 8ª Ed. Rio de Janeiro. Record,.

SILVA, Neyla Reis dos Santos. Educação de Jovens e Adultos e seus Sujeitos: Breves Reflexões. In: OLIVEIRA, Maria Aparecida Brito (org.). EJA em Foco: sugestões de metodologias práticas para utilização em sala de aula.. Serrinha/ Ba: IFBaiano, 2023. p. 1-73.

SILVA, Adriano Larentes da. PROEJA NOS INSTITUTOS FEDERAIS: desafios atuais. Ensino em Foco, [S.L.], v. 1, n. 1, p. 1-15, 14 mar. 2018. Instituto Federal da Bahia. http://dx.doi.org/10.55847/ef.v1i1.441.

TIMBANE, A. A. Apresentação da edição "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo"- Nelson Mandela (1918-2013): Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 2–15, 2022. Disponível em: https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/973. Acesso em: 16 ago. 2023.

VAN DIJK, Teun A. Discurso y poder. Editorial Gedisa, 2011.

VIEIRA, Maria Clarisse; CRUZ, Karla Nascimento. A produção sobre a educação da mulher na educação de jovens e adultos. Educação (UFSM), [S.L.], v. 42, n. 1, p. 45-56, 28 abr. 2017. Universidad Federal de Santa Maria. http://dx.doi.org/10.5902/1984644420116.

WOLLSTONECRAFT, Mary. Reivindicação dos direitos da mulher. Boitempo Editorial, 2017.

YOUSAFZAI, Malala. Eu sou Malala: a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã . Editora Companhia das Letras, 2013.

Downloads

Publicado

2026-06-03

Como Citar

SANTANA DA SILVA, A. R. Trajetórias de mulheres negras da Educação de Jovens e Adultos no mundo do trabalho. História Revista, v. 30, n. 2, p. 121–138, 3 jun.2026.