Sobre aquela que não se cala

olhares sobre história e feminino na cinebiografia "Frida" (2002)

Autores/as

Palabras clave:

Frida Khalo, feminilidade, tecnologias de gênero, cinema, corpo feminino

Resumen

Este artigo analisa o filme Frida (2002), dirigido por Julie Taymor, a partir de uma perspectiva de gênero e das teorias feministas contemporâneas. Examina-se como a narrativa cinematográfica constrói a vida pessoal e artística de Frida Kahlo, tensionando normas tradicionais de feminilidade — beleza, comportamento e maternidade — e evidenciando práticas de resistência da artista. O estudo utiliza os conceitos de “tecnologias de gênero” (Teresa de Lauretis), “feminilidade bem-sucedida” (Naomi Wolf) e análises sobre maternidade e sexualidade femininas (Elisabeth Badinter e Marcela Lagarde) para investigar como o corpo e o comportamento feminino são construídos e regulamentados nos discursos fílmicos. Conclui-se que o filme funciona como uma tecnologia discursiva ambígua: reforça certas normas históricas, mas também cria espaços de subversão, permitindo leituras críticas da identidade e do corpo feminino em contextos patriarcais.

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Biografía del autor/a

  • Letícia Schneider Ferreira, Instituto Federal do Rio Grande do Sul Campus Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil, leticia.ferreira@bento.ifrs.edu.br

    Doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professora de História no Instituto Federal do Rio Grande do Sul Campus Bento Gonçalves.

  • Muriel Rodrigues de Freitas, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil, murielmatahari@gmail.com

    Doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS.

Referencias

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Publicado

2026-06-03

Cómo citar

SCHNEIDER FERREIRA, L.; RODRIGUES DE FREITAS, M. Sobre aquela que não se cala: olhares sobre história e feminino na cinebiografia "Frida" (2002) . História Revista, v. 30, n. 2, p. 179–194, 3 jun.2026.