Variabilidade genética do crescimento inicial de Eugenia dysenterica DC.: implicações para conservação e melhoramento genético

Autores

  • Carolina Ribeiro Diniz Boaventura-Novaes Universidade Federal de Lavras, Instituto de Ciências Naturais, Departamento de Biologia, Setor de Genética e Melhoramento de Plantas, Lavras, MG, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3674-4813
  • Evandro Novaes Universidade Federal de Lavras, Instituto de Ciências Naturais, Departamento de Biologia, Setor de Genética e Melhoramento de Plantas, Lavras, MG, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3803-0339
  • Elias Emanuel Silva Mota Faculdade Evangélica de Goianésia, Goianésia, GO, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4952-5620
  • Mariana Pires de Campos Telles Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Escola de Ciências Médicas e da Vida, Goiânia, GO, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9023-0007
  • Lázaro José Chaves Universidade Federal de Goiás, Escola de Agronomia, Setor de Melhoramento de Plantas, Goiânia, GO, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4678-9014

Resumo

Eugenia dysenterica DC. é uma árvore nativa do Cerrado conhecida como recurso genético por seus frutos e potencial culinário. O conhecimento da variabilidade genética de características agronômicas é importante para subsidiar pesquisas sobre a sua conservação e domesticação. Objetivou-se estimar os parâmetros genéticos quantitativos das características iniciais de crescimento entre e dentro de subpopulações de E. dysenterica, em teste de procedências e progênies, e estabelecer uma coleção de germoplasma representativa da distribuição da espécie. Para isso, 25 subpopulações naturais foram amostradas e, dentro de cada subpopulação, 6 árvores matrizes. As progênies foram semeadas em viveiro, em delineamento de blocos ao acaso constituído de 150 progênies, quatro repetições e cinco plantas por parcela. A análise de variância de caracteres do desenvolvimento inicial revelou maior variabilidade entre progênies dentro da subpopulação do que a observada entre as subpopulações. A biomassa acima do solo representou apenas 15 % da biomassa total, característica recorrente em espécies do Cerrado. A herdabilidade estimada e os coeficientes de variação genética apresentaram potencial de seleção para os caracteres de desenvolvimento inicial, importantes para a produção comercial de mudas. Uma coleção de germoplasma in vivo ex situ foi estabelecida para fins de conservação e melhoramento, utilizando-se uma amostra de quatro plantas de cada progênie.

PALAVRAS-CHAVE: Cagaita, teste de progênies, Cerrado, recursos genéticos.

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Publicado

21-09-2021

Edição

Seção

Suplemento Especial: Cerrado

Como Citar

BOAVENTURA-NOVAES, C. R. D. et al. Variabilidade genética do crescimento inicial de Eugenia dysenterica DC.: implicações para conservação e melhoramento genético. Pesquisa Agropecuária Tropical, v. 51, p. e68756, 21 set.2021.