O FIM DA FENOMENOLOGIA EM WITTGENSTEIN - UMA ABORDAGEM TEMPORAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/phi.v18i2.26423

Palavras-chave:

memória, fonte, identidade, fenômeno

Resumo

Primeiramente, pretendo explorar a importância concedida por Wittgenstein, no período intermediário, à memória, no mundo primário/fenomenológico. De acordo com o autor, a memória será a fonte do tempo, do passado, do conhecimento e da identidade. O segundo e principal objetivo deste artigo é mostrar as razões de Wittgenstein para o abandono do projeto fenomenológico, pelo viés das análises do tempo (levando em consideração a ruptura com os papéis epistemológico e semântico, concedidos à memória). Para isso, buscarei explicitar uma falsa analogia, localizada por Wittgenstein, que nutria a busca por uma linguagem ideal. Essa falsa analogia poderá ser interpretada como o tratamento equivocado do passado da memória (em sentido fenomenológico), que levava à ilusão da possibilidade de um critério de exatidão da descrição fenomenológica. Ao final do artigo, buscarei sinalizar a importância dessas discussões para a compreensão do chamado "argumento da linguagem privada".

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Biografia do Autor

  • Guilherme Ghisoni da Silva, Universidade Federal de Goiás
    Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2004), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2006) e doutorado pela Universidade Federal de São Carlos (2011). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: Wittgenstein, fenomenologia, tempo, linguagem privada

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Publicado

17-02-2014

Edição

Seção

Dossiê de Artigos Originais

Como Citar

DA SILVA, G. G. O FIM DA FENOMENOLOGIA EM WITTGENSTEIN - UMA ABORDAGEM TEMPORAL. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 18, n. 2, p. 11–41, 17 fev.2014.