A escola que vivemos: a dimensão espacial da experiência na formação docente
DOI:
https://doi.org/10.5216/signos.v8.85059Parole chiave:
formação docente, escola, espacialidade, narrativas (auto)biográficasAbstract
Este artigo apresenta um recorte de pesquisa de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (POSGEA/UFRGS). Tem como objetivo refletir sobre a escola enquanto espacialidade formativa dos professores, investigando de que modo essa dimensão contribui para a constituição da identidade docente. Nesse sentido, indaga-se: de que maneira a escola, enquanto espaço vivido, atua na formação do professor? O estudo está ancorado no Método (Auto)biográfico e em seus dispositivos metodológicos, desenvolvendo-se a partir de revisão bibliográfica e das narrativas (auto)biográficas de uma professora da Educação Básica, acerca de suas experiências e dos sentidos atribuídos aos espaços escolares. A análise evidencia que a formação docente se dá em múltiplos tempos e espaços, transcende a universidade e se constrói na experiência refletida. Nesse processo, a escola emerge como instância formativa central, na qual a espacialidade vivida, material e relacional, produz aprendizagens, sentidos de pertencimento, tensionamentos éticos e reconfigurações da prática pedagógica. Entre pertencimentos e estranhamentos, a docência se forma em diálogo com contextos, relações e trajetórias que atravessam o cotidiano escolar, confirmando que a escola não é mero cenário, mas força constitutiva da formação docente.
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- 2026-06-26 (2)
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