Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí e a filosofia da senioridade

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DOI :

https://doi.org/10.5216/rp.v35i1.81536

Résumé

Este artigo objetiva discutir senioridade a partir do pensamento da filósofa iorubá Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, que nos introduz na dinâmica de ensino e aprendizagem da filosofia da senioridade. Principal categoria da organização iorubá – pré-colonial – de Oyó, cuja classificação social das pessoas é feita com base em idades cronológicas fluidas, situacionais e relativas, ao se expressar em relação com alguém que é, ao mesmo tempo, mais velho e mais jovem do que outras pessoas da comunidade. A senioridade refere-se a uma posição fluida, relacional e relativa, e não necessariamente à idade cronológica, que não vive apenas no corpo, mas na história coletiva de seres. Nesse sentido, este artigo é um mergulho oxúnico na compreensão de como a senioridade molda filosóficas (inter)ações sem estipular gênero, tampouco refletir uma dicotomia de matriz binária e hierárquica entre seres marcados por um corpo sexuado.

Palavras-chave: Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, filosofia africana, senioridade, Oxum, ensino de filosofia.

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Biographie de l'auteur-e

  • Aline Matos da Rocha, Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil, matosdarochaaline@gmail.com

    Licenciada e bacharela em Filosofia pela Universidade de Brasília - UnB. Mestra em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás - UFG. Doutora em Metafísica pela Universidade de Brasília - UnB. Licenciada em Sociologia pelo Centro Universitário Internacional - Uninter.

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Publié

2025-11-04 — Mis(e) à jour 2025-11-07

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Dossiê Travessias das Filosofias Africanas: entre modelos de ensino e aprendizagem