A Encruzilhada Ancestral em Exu e a abertura de caminhos à Filosofia Africana e Afro-Brasileira

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DOI :

https://doi.org/10.5216/rp.v35i1.81892

Résumé

Este trabalho, qual ebó ou despacho de descarrego e desagravo epistêmico, busca mostrar a encruzilhada, o embaralhamento das possibilidades do vir a ser e do devir em Exu; circunspectos em Seu movimento, em Sua circularidade, na multiplicidade de Suas conexões e, principalmente, na Sua abertura ética e ontológica à (re)existência da humanidade enegrecida no mundo. Na encruzilhada de Exu despontam-se vários caminhos no sem tempo, que ligam as ancestralidades africanas e afro-brasileiras ao prisma multifacetado das escolhas tornadas possíveis. Ora, Exu é liberdade de ser, de se ser ao mesmo tempo em que se mostram as melhores sendas, os itinerários à propriocepção de multissaberes: os quais, certamente, não combinam com nenhum tipo de subserviência cognitiva, servidão repetitiva nem muito menos individualismo ou arrogância. Exu é, nesse
sentido, passagem, abertura, confirmação e libertação filosófica antirracista.

Palavras-chave: Exu; encruzilhada ancestral; filosofia africana e afro-brasileira; antirracismo.

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Biographie de l'auteur-e

  • Francisco Vitor Macedo Pereira, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Redenção, Ceará, Brasil, vitor@unilab.edu.br

    Mestre em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), doutor em Filosofia Prática pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pós doutor em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).

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Publié

2025-11-04 — Mis(e) à jour 2026-01-06

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Dossiê Travessias das Filosofias Africanas: entre modelos de ensino e aprendizagem