Inclusão do grão de soja na ensilagem de grão de milho reidratado
Resumo
Objetivou-se avaliar as características bromatológicas e microbiológicas da inclusão de grãos de soja crus e tostados na silagem de grãos de milho reidratados. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 × 2 + 1, com quatro níveis de inclusão de grãos de soja (12,5; 25; 37,5 e 50 % da matéria natural), dois tipos de grãos (crus e tostados) e um tratamento controle, contendo apenas silagem de grãos de milho reidratados, totalizando nove tratamentos, com cinco repetições cada. Para o preparo do material, parte dos grãos de soja foi submetida à tostagem, seguida da moagem de todos os grãos e posterior mistura ao milho, conforme os tratamentos experimentais. A água foi adicionada até que a umidade atingisse 35 %. O material foi ensilado em silos experimentais confeccionados com tubos de policloreto de vinila (PVC), com capacidade de 4 L, resultando em densidade final de 1064 ± 83,8 kg/m³. Após 60 dias de fermentação, os silos foram abertos para análises de pH, microbiológicas e bromatológicas. A inclusão de soja influenciou positivamente as características bromatológicas da silagem. Níveis de até 37,5 % resultaram em melhorias na composição nutricional, com aumento nos teores de proteína bruta (7,1 %), extrato etéreo (4 %) e matéria mineral (7 %), mantendo boa digestibilidade (84 %). Em relação ao tipo de grão, a soja crua proporcionou melhor composição bromatológica, enquanto a soja tostada resultou em menor concentração de fungos e leveduras. A inclusão de grãos de soja na silagem de milho reidratado melhora a composição nutricional, sendo recomendada até o nível de 37,5 %, pois garante maior teor proteico e boa digestibilidade, além de reduzir a presença de fungos e leveduras quando tostada.
Palavras-chave: digestibilidade; fermentação; grãos crus; grãos tostados.
Downloads
Referências
1. Jobim, CC, Reis, RA, Rodrigues, LRD. Avaliação da silagem de grãos úmidos de milho. Pesquisa Agropecuaria Brasileira. 1997; 32(3):311-315. Available from: https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab1997.v32.4641
2. Mombach MA, Pereira DH, Pina DS, Bolson DC, Pedreira BC. Silage of rehydrated corn grain. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia. 2019;71(3): 959-966. Available from: https://doi.org/10.1590/1678-4162-9676
3. Benini MC, Carvalho WTV, Pereira RVG, Tavares QG, Minighin DC, Nunes RFJ, Souza LPF, Ribeiro CHM, Silva LV. Avaliação química da silagem de grão de milho reidratado em diferentes níveis de água. Pubvet. 2020;14(7):1-6. Available from: https://doi.org/10.31533/pubvet.v14n7a612.1-6
4. Rezende AV, Rabelo CHS, Veiga RM, Andrade LP, Harter CJ, Rabelo FHS, Basso FC, Nogueira DA, Reis RA. Rehydration of corn grain with acid whey improves the silage quality. Animal Feed Science and Technology. 2014;197:213-221. Available from: https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2014.07.009
5. Jobim CC, Moyses CJ, Valter Harry BJ, Oliveira FL. Composição química e qualidade de conservação de silagens de grão de milho (Zea mays L.) com diferentes níveis de grãos de soja (Glycine max Merril). Semina Ciênc Agrár. 2010;31(3):773-781. Available from: https://doi.org/10.5433/1679-0359.2010v31n3p773
6. Gobetti STC, Neumann M, Oliveira M, Oliboni R. Produção e utilização da silagem de planta inteira de soja (Glycine max) para ruminantes. Ambiência. 2011;7(3):603-616. Available from: https://doi.org/10.5777/ambiencia.2011.03.02rb
7. Lima CB, Guilherme FP, Costa JVL, Lima Júnior DM, Mariz TMA, Pereira AP, Silva GM, Almeida AAC. Fatores antinutricionais e processamento do grão de soja para alimentação animal. Agropecuária Científica no Semiárido. 2014;10(4):24-33. Available from: https://doi.org/10.30969/acsa.v10i4.452
8. Vasconcellos AM, Dias M, Nascimento VA, Rogério MCP, Façanha DAE. Degradabilidade ruminal e digestibilidade intestinal dos grãos de soja cru e tostado em bovinos leiteiros. Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal. 2016;17(4):744-752. Available from: https://doi.org/10.1590/S1519-99402016000400017
9. Ferreira WA. Armazenamento de grãos de cereais. In: Cereda MP, Sanches L. Manual de armazenamento e embalagem de produtos agropecuários. Botucatu: Unesp; 1983. p.96-128. Português.
10. Association of Official Analytical Chemists (AOAC). Official methods of analysis. 16th ed. Arlington: AOAC International; 1995. 1141p. English.
11. Association of Official Analytical Chemists (AOAC). Official methods of analysis. 15th ed. Washington, DC: AOAC; 1990. 1094p. English.
12. Van Soest PJ. Nutritional ecology of the ruminant. 2nd ed. Ithaca: Cornell University Press; 1994. 476p. English.
13. Tilley JMA, Terry RA. A two stage technique for in vitro digestion of forages crops. J Br Grassl Soc. 1963;18:104-111.
14. Lempp B, Moraes MG, Souza LCF. Produção de milho em cultivo exclusivo ou consorciado com soja e qualidade de suas silagens. Arq Bras Med Vet Zootec. 2000;52(3):243-249. Available from: https://doi.org/10.1590/S0102-09352000000300013
15. Buxton DR, Muck RE, Harrison JH. Silage science and technology. Madison: ASA-CSSA-SSSA; 2003. 897p. English.
16. Macêdo AJS, Santos EM, Oliveira JS, Perazzo AF. Microbiologia de silagens: Revisão de Literatura. REDVET Rev Electr Vet. 2017;18(9):1-11. Available from: https://www.redalyc.org/pdf/636/63653009020.pdf
17. Pahlow G, Muck RE, Driehuis F, Oude Elferink SJWH, Spoelstra SF. Microbiology of ensiling. In: Buxton DR, Muck RE, Harrison JH. Silage science and technology. Madison: ASA-CSSA-SSSA; 2003. p.31-94. English.
18. Santos RD, Pereira LGR, Neves ALAL, Araújo GG, Voltolini TV, Brandão LGN, Aragão ASL, Dórea JRR. Características de fermentação da silagem de seis variedades de milho indicadas para a região semiárida brasileira. Arq Bras Med Vet Zootec. 2010;62(6):1423-1429. Available from: https://doi.org/10.1590/S0102-09352010000600019
19. Jobim CC, Nussio LG, Reis RA, Schmidt P. Methodological advances in evaluation of preserved forage quality. Rev Bras Zootec. 2007;36:101-119. Available from: https://doi.org/10.1590/S1516-35982007001000013
20. Muck RE. Silage microbiology and its control through additives. Rev Bras Zootec. 2010;39:183-191. Available from: https://doi.org/10.1590/S1516-35982010001300021
21. Jobim CC, Reis RA, Rodrigues LRA. Avaliação da silagem de grãos úmidos de milho. Pesq Agropec Bras. 1997;32(3):311-315. Available from: http://seer.sct.embrapa.br/index.php/pab/article/view/4641
22. Benini MDC, Carvalho WTV, Pereira RVG, Tavares QG, Minighin DC, de Jesus Nunes R F, Souza LPF, Ribeiro CHM, Silva LV. Avaliação química da silagem de grão de milho reidratado em diferentes níveis de adição de água. Pubvet, 2020; 14(7):1-6. Available from: https://doi.org/10.31533/pubvet.v14n7a606.1-7
23. Jobim CC, Lombardi L, Macedo FAF, Branco AF. Silagens de grãos de milho puro e com adição de grãos de soja, de girassol ou ureia. Pesq Agropec Bras. 2008;43(5):649-656. Available from: https://doi.org/10.1590/S0100-204X2008000500013
24. Bellaver C, Cotrefal G, Grecco M. Soja integral: processamento e uso. Aliment Anim. 2002;7:28-30.
25. Valadares Filho SC, Pina, DS. Fermentação Ruminal. In: Berchielli TT, PIRES AV, OLIVEIRA SG. Nutrição de Ruminantes. Jaboticabal: FUNEP; 2011. p.161-191. Português.
26. Pinto MS, Dias FJS, Costa KAP, Banys VL, Ribeiro MG. Qualidade da silagem de grãos úmidos de diferentes forrageiras. Gl Sci Technol. 2012;5(3):124-136.
27. Nussio LG, Simas JEC, Lima MLM. Determinação do ponto de maturidade ideal para colheita do milho para silagem. In: Nussio LG, Zopollato M, Moura JC. Milho para a silagem. Piracicaba: FEALQ; 2001. p.11-26. Português.
28. Tres TT, Jobim CC, Rossi RM, Silva MS, Poppi EC. Silagem de grãos de milho com adição de soja: estabilidade aeróbica e desempenho de vacas leiteiras. Rev Bras Saúde Prod Anim. 2014;15:248-260.
29. Avila NRB, Silva NCD, Leite RF, Florentino LA, Rezende AV. Utilização de silagem do grão de milho reidratado e de resíduo de tilápia na alimentação animal. Ciênc Anim. 2018;28(1):145-161. Available from: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/11125
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Como Citar
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito





















