Plexo braquial do Leopardus geoffroyi

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1809-6891v19e-51240

Resumo

Seis membros torácicos de quatro espécimes de Leopardus geoffroyi foram dissecados para descrever a origem e a distribuição dos nervos formadores do plexo braquial. O plexo braquial resultou das conexões entre os ramos ventrais dos últimos quatro ramos ventrais cervicais (C5, C6, C7 e C8) e do primeiro torácico (T1). Estes ramos formaram os nervos supra-escapular, subescapular, axilar, musculocutâneo, radial, mediano e ulnar para os músculos intrínsecos e originaram os nervos braquiocefálico, toracodorsal, torácico lateral, torácico longo, peitoral cranial e peitoral caudal para os músculos extrínsecos. O ramo ventral de C7 foi o que mais contribuiu para a formação dos nervos do plexo (70,5%), seguido por C8 (47,4%), C6 (29,5%), T1 (19,2%) e C5 (7,7%). Entre os 78 nervos dissecados, 65,4% resultaram da combinação de dois ou mais ramos, enquanto apenas 34,6% se originaram de um único ramo. Em comparação com outras espécies da ordem Carnivora, a origem e área de inervação do plexo braquial do gato-do-mato-grande se assemelhou mais com a do gato doméstico, especialmente no tocante aos nervos destinados à musculatura intrínseca. Os resultados do presente estudo sugerem que técnicas de bloqueio nervoso atualmente empregadas em cães e gatos podem ser também eficientes no gato-do-mato-grande.
Palavras-chave: Anatomia animal, Carnívoros silvestres, Felinos silvestres, Bioma Pampa

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Publicado

2018-08-02

Edição

Seção

MEDICINA VETERINÁRIA

Como Citar

JUNIOR, P. S. et al. Plexo braquial do Leopardus geoffroyi. Ciência Animal Brasileira / Brazilian Animal Science, v. 19, p. 1–14, 2 ago.2018.