Adorno e a dialética do amor não-idêntico:

barbárie ou humanização

Autores

  • Sílvia Rosa da Silva Zanolla Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil, silviazanollaufg@hotmail.com

DOI:

https://doi.org/10.5216/revufg.v23.77223

Resumo

O Amor em Adorno ultrapassa o sentido subjetivista e romântico e considera contradições inerentes à teoria do conhecimento; constitui fonte de representação social ideológica, mediada pela relação entre sujeito e objeto. Nessa medida suas contradições o eleva a construto cultural perpassado pela dialética negativa. Logo, para Adorno, o amor é um princípio de aspiração humanista ao lado de valores como: ética, esperança, gratidão, bondade, solidariedade, justiça e democracia. Tais valores, se desmistificados, postulam oposição à frieza, ao totalitarismo e ao horror do nazismo e do fascismo; em resistência ao sofrimento, preconceito e à barbárie recorrentes na civilização. Não obstante, desmistificar o amor ideal e romântico, como a outros valores configura experiência autorreflexiva, não-idêntica e formativa com vistas a uma
sociedade consciente, emancipada e humanista, que reconhece riscos de alienação e inversão de totalidade a totalitarismo, democracia a pseudodemocracia. O amor consciente, verdadeiro e crítico transpõe-se em iminente ação social. À luz de Adorno, o amor dialético pressupõe esperança de uma real sociedade justa em termos políticos, culturais e sociais.

Palavras-chave: Adorno. Amor. Dialética negativa. Barbárie. Educação. Teoria crítica

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Publicado

01-10-2023 — Atualizado em 13-03-2025

Versões

Edição

Seção

Dossiê Teoria Crítica, Cultura, Educação e a 'Real Política'

Como Citar

SILVA ZANOLLA, S. R. DA. Adorno e a dialética do amor não-idêntico: : barbárie ou humanização. Revista UFG, v. 23, 13 mar.2025.