A casa: espaço político de domesticação e resistência dos corpos femininos

Autores

  • Danielle Gouveia Fernandes Universidade de Porto (UP), Porto, Douro Litoral, Portugal, danigfernandes@hotmail.com https://orcid.org/0000-0002-0180-5295
  • Francisca Rosália Silva Meneses Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB), Redenção, Ceará, Brasil, mariarososa@unilab.edu.br https://orcid.org/0000-0002-2191-7948

DOI:

https://doi.org/10.5216/revufg.v22.73164

Resumo

Este artigo, escrito no contexto da pandemia, que teve início em 2019, traz a casa como espaço político de disciplinamento e resistência, palco de lutas feministas à luz do que nos traz Federici (2019), no que diz respeito a sua importância como suporte do sistema econômico capitalista; Pellegrin (1999), ao nos chamar a atenção para os registros históricos da divisão do trabalho dos trabalhos de agulha com fundamento no gênero; e Vicente (2012), no campo da arte diante da construção do discurso de uma arte feminina como uma arte doméstica, produzida no contexto do lar. Essas discussões são trazidas para o momento presente em que as mulheres, e não só, voltam-se para o espaço doméstico nos dando a oportunidade de questionar como nos localizamos historicamente diante das lutas feministas no que diz respeito aos cuidados domésticos, à volta da casa como espaço do trabalho, como lugar de criação artística e mesmo como um privilégio nos dias atuais.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Publicado

08-12-2022

Edição

Seção

Dossiê Imaginário e memória: narrativa de si e criação de mundos

Como Citar

FERNANDES, D. G.; MENESES, F. R. S. A casa: espaço político de domesticação e resistência dos corpos femininos. Revista UFG, v. 22, n. 28, 8 dez.2022.