Educação geográfica, pensamento crítico e cidadania territorial na Espanha: evolução do Projeto ¡Nosotros Proponemos! (2016–2026)
DOI:
https://doi.org/10.5216/signos.v8.86379Palavras-chave:
educação geográfica, pensamento crítico, cidadania territorial, formação docente, aprendizagem-serviçoResumo
O caso espanhol do projeto ¡Nosotros Proponemos! evidencia que o ensino de Geografia, quando orientado para a interpretação de problemas socioespaciais do entorno e para a elaboração de propostas fundamentadas, favorece o pensamento crítico e funciona como dispositivo de cidadania territorial. O projeto apoia-se numa governança local estável (universidade–município–escola) e numa formação docente com progressão metodológica (Aprendizagem Baseada em Problemas → ciência cidadã → Aprendizagem- Serviço). Este artigo analisa a sua evolução na Espanha entre 2016 e 2026 por meio de um estudo de caso longitudinal qualitativo, baseado em documentação institucional, programas de formação docente e produção científica associada. Os resultados são organizados em quatro dimensões inter-relacionadas: disciplinar, institucional, metodológica e formativa. Identificam-se três fases evolutivas: uma territorialização inicial (2016–2019), centrada no modelo problema–proposta e na implantação em Ciudad Real com incorporação sistemática do Ensino Primário; uma fase de digitalização e sustentabilidade (2020–2022), marcada pela adaptação ao contexto da COVID-19 e pela consolidação da cidade como laboratório ambiental em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11; e uma fase de maturação metodológica (2023–2026), caracterizada pela integração de ciência cidadã, Design Thinking e Aprendizagem-Serviço. Conclui-se que a articulação entre coerência disciplinar, institucionalização da governança local e desenvolvimento profissional docente sustentado constitui o elemento estrutural que consolida uma educação geográfica orientada à interpretação crítica do território.caso espanhol do projeto ¡Nosotros Proponemos! evidencia que o ensino de Geografia, quando orientado para a interpretação de problemas socioespaciais do entorno e para a elaboração de propostas fundamentadas, favorece o pensamento crítico e funciona como dispositivo de cidadania territorial. O projeto apoia-se numa governança local estável (universidade–município–escola) e numa formação docente com progressão metodológica (Aprendizagem Baseada em Problemas → ciência cidadã → Aprendizagem-Serviço). Este artigo analisa a sua evolução na Espanha entre 2016 e 2026 por meio de um estudo de caso longitudinal qualitativo, baseado em documentação institucional, programas de formação docente e produção científica associada. Os resultados são organizados em quatro dimensões inter-relacionadas: disciplinar, institucional, metodológica e formativa. Identificam-se três fases evolutivas: uma territorialização inicial (2016–2019), centrada no modelo problema–proposta e na implantação em Ciudad Real com incorporação sistemática do Ensino Primário; uma fase de digitalização e sustentabilidade (2020–2022), marcada pela adaptação ao contexto da COVID-19 e pela consolidação da cidade como laboratório ambiental em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11; e uma fase de maturação metodológica (2023–2026), caracterizada pela integração de ciência cidadã, Design Thinking e Aprendizagem-Serviço. Conclui-se que a articulação entre coerência disciplinar, institucionalização da governança local e desenvolvimento profissional docente sustentado constitui o elemento estrutural que consolida uma educação geográfica orientada à interpretação crítica do território.
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