Descolonizando Gênero: narrativas de mulheres brincantes da coletiva Casa Moringa
DOI:
https://doi.org/10.5216/lahrs.v5.86322Palavras-chave:
Mulheres brincantes, Feminismo decolonial, Culturas populares, Casa Moringa, Pesquisa (auto)biográficaResumo
Este artigo analisa processos de descolonização de gênero a partir das narrativas de mulheres brincantes vinculadas à coletiva Casa Moringa, atuante no Distrito Federal desde 2011. Com base na pesquisa (auto)biográfica e em referenciais do feminismo decolonial, o estudo discute como as experiências dessas artistas evidenciam formas de resistência ao machismo, ao patriarcado e à colonialidade presentes também nas culturas populares. O artigo argumenta que, ao ocuparem o centro da roda, as mulheres brincantes transformam práticas artísticas, pedagógicas e comunitárias em modos de produção de conhecimento, reconhecimento ancestral e reinvenção cultural. As narrativas analisadas demonstram que a Casa Moringa articula oralidade, Pedagogia Griô, memória, brincadeira e protagonismo feminino como estratégias de enfrentamento das desigualdades de gênero e de construção de epistemologias próprias. Conclui-se que as mulheres brincantes não apenas preservam tradições populares, mas também as tensionam e recriam, propondo novas formas de existência, pertencimento e resistência nas culturas populares brasileiras.
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