Ciência e racismo nos retratos literários de Jules Verne

Autores

  • Edmar Guirra dos Santos Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Pedro Paulo Garcia Ferreira Catharina Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

DOI:

https://doi.org/10.5216/sig.v26i1.25213

Palavras-chave:

Jules Verne, retratos literários, fisiognomonia, interdiscurso, racismo, habitus.

Resumo

Este texto discute a relação interdiscursiva entre o literário e o científico, isto é, entre os discursos de Jules Verne e aqueles de Lavater e Gall, tomando como corpus os retratos dos personagens dos romances Cinco semanas num balão (1863), Os filhos do capitão Grant (1867) e O Chancellor (1875). Operando no  âmbito  de  um  paralelismo  intersemiótico,  usaremos  o  conceito  de interdiscurso sintetizado por Dominique Maingueneau e Patrick Charaudeau (2002). A relação interdiscursiva que ora apresentamos está ligada à utilização e  à  naturalização  de  discursos  científicos  que  visam  a  inscrever,  cultural e  historicamente,  as  imagens  dos  personagens  de Verne,  maneira  pela  qual o autor das Viagens extraordinárias legitima seu discurso, perpetuando um habitus dominante etnocêntrico.

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Biografia do Autor

  • Edmar Guirra dos Santos, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

    Doutorando em literaturas de lingua francesa pelo Programa de Pós-Graduação em Letras Neolatinas da UFRJ. Atua, principalmente, no tema Jules Verne.

  • Pedro Paulo Garcia Ferreira Catharina, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
    Professor Doutor Associado II do Departamento de Letras Neolatinas - UFRJ

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Publicado

2014-11-12

Edição

Seção

Artigo

Como Citar

SANTOS, E. G. DOS; GARCIA FERREIRA CATHARINA, P. P. Ciência e racismo nos retratos literários de Jules Verne. Signótica, v. 26, n. 1, p. 217–239, 12 nov.2014.