Mil rosas roubadas: vidas que se completam na diferença

Autores

  • Pedro Henrique Alves de Medeiros Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil
  • Edgar Cézar Nolasco Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5216/sig.v31.51601

Palavras-chave:

Amizade, Silviano Santiago, Crítica biográfica fronteiriça, Homossexualidade

Resumo

Este trabalho tem por objetivo delinear uma discussão crítica acerca do conceito de amizade política no romance Mil rosas roubadas (2014) do intelectual e escritor Silviano Santiago. Em síntese, buscaremos discutir as relações de Silviano e Zeca como amigos, amantes e homossexuais atravessados pela paisagem transcultural de Belo Horizonte. O ambiente metropolitano pode ser um lugar de aproximação, mas é, sobretudo, um espaço de distanciamento e solidão. Para respaldar epistemologicamente nossa discussão, nos apoiaremos nos postulados da crítica biográfica fronteiriça e nos estudos de Denilson Lopes acerca das teorizações paisagísticas e homoafetivas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Pedro Henrique Alves de Medeiros, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

    Graduando em Letras Licenciatura Habilitação Português/Inglês e suas Literaturas pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Membro do Núcleo de Estudos Culturais Comparados (NECC) e integrante da Comissão Organizadora dos Cadernos de Estudos Culturais (Qualis B1). Atualmente trabalha como bolsista PIBIC/UFMS, sob orientação do Professor Dr. Edgar Cézar Nolasco, com o projeto "Silviano Santiago: mil rosas (auto)biográficas". Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária, Estudos Culturais, Crítica Biográfica, Literatura Comparada, Literatura Brasileira e Estudos Pós-coloniais.

  • Edgar Cézar Nolasco, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

    É Coordenador do NECC - Núcleo de Estudos Culturais Comparados, Editor-Presidente dos CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS. Atualmente está desenvolvendo estágio de Pós-Doutorado no PACC na UFRJ. Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1992), mestrado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado em Literatura Comparada também pela Universidade Federal de Minas Gerais (2003). Atualmente é professor dos cursos de Graduação e Pós-Graduação nível Mestrado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. É Membro do GT de Literatura Comparada da ANPOLL. É membro do conselho editorial das Revistas - Papéis (UFMS) e RAÍDO - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras (UFGD). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Crítica Cultural, Estudos Culturais, Literatura Comparada, Crítica Local, Literatura Brasileira e Teoria Literária, atuando principalmente nos seguintes temas: Crítica Cultural, Estudos Culturais, Paisagens Culturais, Literatura Comparada, Crítica Local, Clarice Lispector, Literatura Brasileira, Teoria Literária.

Referências

BESSA-OLIVEIRA, Marcos Antônio et al. (Org.). Fronteiras platinas em Mato Grosso do Sul (Brasil/Paraguai/Bolívia): biogeografias na arte, crítica biográfica fronteiriça, discurso indígena e literaturas de fronteira. Campinas, SP: Pontes Editores, 2017.

COELHO, Frederico (Org.). Encontros: Silviano Santiago. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2011.

DERRIDA, Jacques. Políticas da amizade: seguido de o ouvido de Heidegger. Porto: Campo das Letras, 2003.

LOPES, Denilson. Do entre-lugar ao transcultural. In: ______. No coração do mundo: paisagens transculturais. 1. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2012. p. 21-46.

______. O homem que amava rapazes: e outros ensaios. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002.

NOLASCO, Edgar Cézar. A razão pós-subalterna da crítica latina. Cadernos de Estudos Culturais: pós-colonialidade, v. 5, n. 9, p. 09-22, 2013.

______. Crítica biográfica fronteiriça (Brasil/Paraguai/Bolívia). Cadernos de Estudos Culturais: Brasil/Paraguai/Bolívia, v. 7, n. 14, Campo Grande, Editora UFMS, 2015, p. 47-63.

ORTEGA, Francisco. Amizade e estética da existência em Foucault. Rio de Janeiro: Editora Graal, 1999.

______. Genealogias da amizade. São Paulo: Editora Iluminuras, 2002.

______. Para uma política da amizade: Arendt, Derrida, Foucault. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000.

SANTIAGO, Silviano. Mil rosas roubadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

SOUZA, Eneida Maria de. Teorizar é metaforizar. In: CECHINEL, André (Org.). O lugar da teoria. 1. ed. Criciúma: Ediunesc, 2016. p. 217-224

Downloads

Publicado

2019-04-04

Edição

Seção

Estudos Literários

Como Citar

MEDEIROS, P. H. A. DE; NOLASCO, E. C. Mil rosas roubadas: vidas que se completam na diferença. Signótica, v. 31, 4 abr.2019.