O lugar das línguas indígenas e africanas no Museu da Língua Portuguesa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/sig.v32.58572

Palavras-chave:

Análise do Discurso. Museu da Língua Portuguesa. Multilinguismo brasileiro.

Resumo

Neste trabalho, pretendemos analisar, a partir da perspectiva teórica da Análise do Discurso francesa, o discurso sobre as línguas indígenas e africanas no Museu da Língua Portuguesa – instituição localizada na cidade de São Paulo (Brasil), que está sendo reconstruída, depois do incêndio ocorrido em dezembro de 2015. Utilizando os conceitos de cena de enunciação e ethos, são analisados os textos sobre essas línguas no espaço expositivo Palavras Cruzadas. Argumentamos que, ao restringir as línguas indígenas e africanas a certa “influência” no léxico, o museu assume um posicionamento sobre a identidade linguística do Brasil que, simultaneamente, reconhece sua originalidade e a superior unidade da língua portuguesa.

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Biografia do Autor

  • Heloisa Mendes, Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

    Professora de Língua Espanhola Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia. Membro do Círculo de Estudos do Discurso (CED) e do Centro de Pesquisas sobre o Ensino de Língua Portuguesa (CEPELP). Desenvolve pesquisa em Análise do Discurso francesa. Temas de interesse: funcionamento e circulação de discursos; discursos sobre língua, ensino e leitura; ensino de espanhol como língua extrangeira; e ensino de língua portuguesa.

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Publicado

2020-03-24

Edição

Seção

Estudos Linguísticos

Como Citar

MENDES, H. O lugar das línguas indígenas e africanas no Museu da Língua Portuguesa. Signótica, v. 32, p. e58572, 24 mar.2020.