Mortos do subterrâneo: o discurso sepulcral em Bobók e Memórias póstumas de Brás Cubas

Autores

  • Augusto Rodrigues da Silva Junior

DOI:

https://doi.org/10.5216/sig.v21i1.8612

Resumo

A fusão da gargalhada desfigurante com uma negatividade cética discute o
que há de mais significativo para o homem: a existência. A morte romanceada
dialoga com a catábase homérica, com a sátira menipeica, com o banquete nos
velórios medievais, com a alegria abundante em Rabelais, com manifestações
da modernidade, incluindo o conto “Bobók”, de Dostoiévski. Ao convergir
liminarmente fantasia e realidade, Memórias póstumas de Brás Cubas rompe
com os limites do romance usual e anuncia uma linguagem galhofeira e
melancólica que decompõe as eternas contradições humanas.

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Publicado

2010-01-07

Edição

Seção

Artigo

Como Citar

JUNIOR, A. R. DA S. Mortos do subterrâneo: o discurso sepulcral em Bobók e Memórias póstumas de Brás Cubas. Signótica, v. 21, n. 1, p. 17–38, 7 jan.2010.